Praça Argileu de Oliveira Souza

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É um prazer enorme receber visitantes em meu blog!!! Sintam-se em casa, mas não façam bagunça!!!!! RSRSRSRSRSR

Neste blog vocês encontrarão informações pessoais de seu idealizador assim como postagens interessantes sobre o Gonçalo... Apertem os cintos e boa viagem!!!!!!

POPULAÇÃO DE GONÇALO: 1312 Habitantes (Fonte: Censo 2010)

1 de mar. de 2026

A REFORMA DO CEMITÉRIO DE GONÇALO

 

A reforma do cemitério do Gonçalo 

Val ajudante de pedreiro 

O presidente da República Juscelino Kubitschek,

A farda do dia a dia da Escola Paroquial 


Junior de Feira 

                                                      Por professora Belinha.


A Ligação...


Era primavera de 2025, estava assistindo ao jogo do Palmeiras (não gosto que me liguem nesse momento). Bem na hora do jogo liga o professor Gilvando, claro que atendi... ele disse:  Júnior vamos fazer uma audiência pública aqui e preciso de sua presença e de seus irmãos, o assunto é a reforma e   ampliação do cemitério do Gonçalo.  Confirmei minha presença na hora, voltei para o jogo  


O parceiro...

  Imediatamente liguei para meu amigo Val de Marinalva, meu parceiro de ir as festas do Gonçalo... falei Val temos uma missão no Gonçalo, participar de uma audiência pública, dessa vez é algo mais importe do que festa. Ele imediatamente respondeu: conte comigo.


“Aspas” para o menino Val do Gonçalo, um case de sucesso  


Val (apelidado de mingualzinho pelo amigo Léo de Maísa) era uma criança como muitas que nascem no Gonçalo. De uma família de pedreiros sonhava em vencer na vida, veio para Feira de Santana com apenas 12 anos. Nessa época estava começando a construir minha casa para casar. Seu irmão Neto, ainda um adolescente e Rico seu parceiro (o pedreiro) eram responsáveis pela obra. Val criança era ajudante do ajudante de pedreiro, eu chamava ele de “ ôreia “ (nome dado na construção para quem ainda nem é ajudante).

  A partir de minha obra, Val ganhou gosto pela profissão, se dedicou, virou ajudante, pedreiro, mestre de obra, continuou estudando e se aperfeiçoando até que virou Engenheiro, Dr. Val. Hoje um profissional disputado nas grandes obras da Bahia, virou um queridinho dos arquitetos da Bahia, constroem casas que só via na TV da vizinha dona Pureza que deixava ele assistir os desenhos e novelas.

Na hora marcada, passou aqui em casa e partimos para a audiência.... 


Gonçalense um povo solidário... 


 Professor Vando abriu a audiência pública, juntamente com seus pares. Falava do abandono do cemitério e da necessidade de ampliação...  Quando foi interrompido por Sr. Louro (ex-prefeito) que disse: Pix eu não tenho, mas me fala de quanto precisa que dou minha parte em dinheiro agora... Maroto também colocou a mão no bolso e disse: Quanto a minha parte dou agora, Gilberto pureza arrematou: eu estou fora, mas diga o dia que eu coloco água com meu carro pipa para a reforma. Rodrigo pastor e vereador disse que reservaria de 2 a 3 dias por semana para fazer o trabalho de pedreiro, dona Carminha agente de saúde, doou um garrote para um bingo, Tourino levantou e gritou, eu faço as valas para o alicerce do muro...

Louro nessa hora bateu no peito e disse, aquele muro foi feito por mim. Ali vi a força de um povo unido em um proposito.


O presidente da República Juscelino Kubitschek,


“Em 1957 o então presidente JK, em visita a jacobina,  foi homenageado por padre Alfredo que preparou um desfile com mais de 1.000 alunos das suas escolas paroquiais. Meus alunos do Gonçalo desfilavam com suas fardas de “gala” tipo “ marinheiro”, eles tocavam tambores e cornetas carregando as bandeiras do Brasil, de Jacobina e do Vaticano.

O desfile estava passando em frente à casa do Deputado Francisco Rocha, de onde o presidente assistia ao desfile. Quando a escola paroquial do Gonçalo passou, com todos os alunos elegantemente vestidos, mostrando um sincronismo perfeito ao marchar, arrancou aplausos do Presidente e de sua comitiva. 

Depois do desfile o presidente foi em minha direção apertou minha mão e parabenizou-me pelo lindo desfile... pensei não vou lavar minha mão por uma semana. “


A farda do dia a dia da escola paroquial 


“ Bom!  Tínhamos nossa farda para evento especiais, mas no dia a dia cada estudante se vestia com suas roupas comuns, não tínhamos uma farda para os dias normais, e não podia exigir dos pais dos alunos porque não tinham condições para comprar.

Um certo dia, estava concentrada nos meus afazeres normais do cotidiano, quando entrou em minha sala Zezé (filho de Raimunda) que chorava. Perguntei o que tinha acontecido, ele respondeu que Freitas (filho de Nonô e Lindaura) e Juarez (filho de José Inocêncio) os corneteiros da escola, estavam fazendo “arrelias” dele, chamando ele de “portão do cemitério” porque usava uma camisa velhinha que nas costas tinha um remendo grande e quadrado, que lembrava um portão...

Olhei para Zezé, o consolei e esse fato mexeu comigo, porque sabia que a situação dele era muito parecida com a maioria de meus alunos. Eles geralmente usavam roupinhas velhinhas e remendadas.  Nesse momento tive uma ideia: vou criar uma fardinha para ser usada todos os dias, onde todas as crianças se vestissem iguais, filhos de ricos e pobres usassem as mesmas roupas, sem distinção. Fiz rifas, pedi doações a comunidade, conversei com os comerciantes locais de tecidos que doaram uma parte. Aos alunos que tinham condições compravam tecidos e pagavam para costurar sua farda, aos que não tinham condições como Zezé e os demais, nós providenciamos tudo...”

Assim de uma frustração de apenas um aluno, fizemos todos parecerem iguais, sem risadas, arrelias e brincadeiras... nascia ali nossa fardinha do dia a dia.